Concepção de infância no decorrer a história.

A infância enquanto conceito passou por muitas transformações ao longo da história e sofreu influência de fatores políticos e culturais e teve na escola e na família suas preconizadoras.

Infância na Antiguidade.
Platão via a infância como possibilidade, uma projeção do adulto, porém como um ser inferior que não era necessário à sociedade, mas “como material da política”, que poderia ser moldado através da educação. Aristóteles permitiu reconstruir certa concepção de infância em consonância com as categorias filosóficas que compunham sua concepção de ser humano e do mundo. Diante disso, consagrou para a posteridade um lugar para a infância.

Idade Média.
Na Idade Média a criança era vista apenas do ponto de vista da linhagem. As particularidades da infância não eram consideradas. Não havia tratamento diferenciado sendo considerada um “adulto em miniatura”. A educação era responsabilidade da família.

Modernidade.
Surgiram novas concepções de infância. A família começou a dar maior importância à Educação. A criança começou a ganhar “um mundo próprio”. Esta nova visão da infância favoreceu o surgimento de instituições escolares com a finalidade de inserir a criança aos costumes e comportamento social da época.

Vygotsky.
Pensador importante em sua área e época, foi pioneiro no conceito de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida. Enfatizou que o brincar é parte fundante do desenvolvimento da criança, além de estar relacionado com o desenvolvimento da percepção, da memória, da afetividade, da imaginação, da aprendizagem, da linguagem, da atenção, dentre outros.

Piaget.
De acordo com Piaget, o indivíduo (a criança) aprende construindo e reconstruindo o seu pensamento, através da assimilação e acomodação das suas estruturas. A atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança. Estas não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.

Philippe Ariès.
É conhecido sobretudo por seu livro L’Enfant et la Vie Familiale sous l’Ancien Régime (1960), traduzido no Brasil como História Social da Criança e da Família. Este livro ocupa lugar de destaque na história da infância, uma vez que foi essencialmente a primeira obra a tratar do assunto de forma abrangente. Até hoje, Philippe Ariès é visto como referência primária neste tema.

Visões Contemporâneas.

Jens Qvortrup.
Para Qvortrup (1994), as construções sociais sobre a infância indicam que as crianças não são consideradas membros integrados à sociedade; a infância é entendida como uma fase preparatória, o que confirma a consideração da “natural” incapacidade das crianças.


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